Hipertrofiado – Steve Jobs

Hipertrofiado – como adjetivo remete a alguém no qual é de forma “excessiva” ou “anormalmente desenvolvido“. Pensei automaticamente ao Steve Jobs (24/02/55 – 05/10/11) – e deixo algumas provocações.

Não terminou a faculdade, entrou numa onda “contracultura” hippie, rejeitou a sua 1a filha, foi expulso da Apple – empresa que criou, não era modelo de ser humano pela insensibilidade e indiferença, levava as pessoas próximas a fúria e ao desespero, um “tecnoditador” para alguns.

Uma pessoa assim, pode ser referência para você? (favor responder na seção “comentários”).

Muitos pontos “contra o sucesso”, no entanto – Steve Jobs revolucionou o mundo com tecnologias voltada ao consumidor e deixou seus legados, e eu respeito isso! Seguem minhas considerações sobre o motivo de considerá-lo hipertrofiado:

As pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam. (Comercial da Apple, 1997)

– Paixão pela perfeição: aprendeu com o pai a fazer as coisas direito, atrelado a uma intensidade envolvente e personalidade abrasadora, uma verdadeira mente inquieta – tornou-se um empreendedor cujo ímpeto feroz revolucionou sete indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets, publicação digital e lojas de varejo (conteúdo digital).

     Tinha verdadeira obsessão pelos produtos. Certa vez Atkinson (funcionário Apple) bolou um algorítmo genial que podia traçar rapidamente círculos e ovais na tela através de uma matemática que calculava raízes quadradas com base no fato de que a soma de uma sequëncia de números primos gera uma sequência de quadrados perfeitos. Todo mundo ficou impressionado, menos Jobs. Ele disse: “Bom, círculos e ovais são legais, mas que tal desenhar retângulos com os cantos arredondados?

   Outra boa história, foi com o iPhone, quando Jobs decidiu interromper o trabalho após uma noite de insônia, declarando simplesmente: “Eu ainda não o amo!

– Família x Pontecial: uma camada de consciência se acrescentou aos pais quanto ao potencial de Steve – sabiam que ele era muito inteligente, sua mãe lhe ensinou a ler antes de entrar na escola. Steve sempre teve o suporte da família! No entanto, foi criado por pais adotivos e tinha sempre o desejo de ter o controle completo de tudo pois o abandono dos pais biológicos lhe fez ser uma pessoa independente desde muito cedo.

   Como era intelectualmente especial, a escola fez uma proposta notável de que ele tivesse autorização para saltar dois anos e fosse direto do fim do quinto ano para o início do oitavo. A variável “familia” foi sempre marcante na vida de Steve, quando adulto mesmo com tantos compromissos, Jobs tentava ao máximo estar perto dos filhos, curtia férias em lugares como Kona Village no Havaí. Enquanto comandava a Next e a Pixar, tinha uma casa em Palo Alto escolhida pensada nas crianças! Isto lhe deu qualidade de vida e força interna para continuar prosperando profissionalmente.

É divertido fazer o impossível! (Walt Disney, frase que Jobs gostava)

– Autoestima: considerava-se especial, notava que era mais inteligente que os pais desde muito cedo. Instalou na sua infância alto-falantes pela casa que também era usados como microfones, construiu uma sala de controle dentro do seu armário. Lia manuais e as teorias que como os mecanismos funcionavam, construiu um par de rádios e depois disso, ainda criança, acreditava que poderia construir qualquer coisa!

   Lembrava da morte, gostava da frase da Roma antiga, “Memento Mori” – “lembra que vais morrer” e dizia que evitava cair na armadilha do “temos algo a perder”. Portanto sempre seguia o que o coração ditava, e o fazia ter um vigor intenso, como se tivesse um prazo limitado para cumprir suas missões.

   Profundamente influenciado pela “espirutalidade oriental e a iluminação”, aprendeu a meditar. O zen-budismo foi abraçado intensamente por Jobs, no qual o fez perceber que uma compreensão e consciência intuitiva eram mais significativas do que o pensamento abstrato e a análise lógica intelectual.  Largou seu emprego na Atari e fora à India para uma jornada espiritual, pois com apenas 19 anos dava muita ênfase a “sabedoria” e ao entendimento cognitivo que é intuitamente experimentado mediante a concentração da mente, a ação emocional somado com a análise racional o tornava mais forte (obtinha mais insights). O mix deste perfil com a nerdice eletrônica o tornara diferente e único.

Não faço nada por dinheiro. (Steve Jobs)

– O gosto pela profissão: fazia algo que gostava muito e isso sempre foi diferencial. Amava o que fazia! Quando criança – seu pai lhe proporcionou o primeiro contato a um terminal de computador, numa visita ao Ames Research Center da Nasa – no qual ficou completamente apaixonado com a tecnologia. O sucesso financeiro foi apenas consequência, ele sempre se preocupou mais em fazer algo que amasse e que fosse revolucionar o mundo.

   Dizia que o trabalho que o time estava fazendo enviava uma ondulação gigantesca por todo o universo e alegava que criar esta “onda” era a coisa mais divertida da vida dele. O trabalho lhe gerava um sentimento maravilhoso, de êxtase! Realmente amava o que fazia. Na Apple faziam produtos para si mesmos, para seus famliares – e neste caso faziam o “esforço a mais”, desafiavam muito o status quo.

Quero construir o computador do futuro, só que quero fazê-lo amanhã. (SteveJobs)

– Busca pelo conhecimento: foi intensa enquanto durou sua vida, refletia muito, fazia longas caminhadas – era sua forma preferida de ter uma conversa séria. Imitava Aristóteles, no qual ministrava suas lições passeando nos jardins enquanto andava (escola peripatética), pois o movimento do corpo ajuda a estimular o processo criativo. Caminhava quinze quadras para ir à escola todos os dias!

    Pela sua rebeldia , recusou-se a frequentar aulas que lhe foram atribuídas, e em vez disso ia somente para as que ele queria – exemplo melhor foi o curso de caligrafia pois notava que os cartazes do campus que eram desenhados eram lindos e isto o fascinava. Esta intersecção entre arte e tecnologia foi um casamento forte.

   Estudava muito, e acreditava mais no exercício lógico que criava do que tendências ou pesquisas de mercado. Certa vez foi questionado após a apresentação do Mac sobre qual tipo de pesquisa tinha feito, e respondeu caçoando: “Alexander Graham Bell fez alguma pesquisa de mercado antes de inventar o telefone?

   Entrou na indústria dos filmes de animação e 3D pelo desejo de aprender, fez com que a tecnologia encontrasse a arte! Tanto interesse fez surgir para o mundo a computação gráfica, e a Pixar. Ganhou o Oscar em 1988 com Tin Toy na categoria curtas de animação, o primeiro de sua espécie gerado por computador a receber tal prêmio!

   Processo criativo – fugia da armadilha da era digital onde as pessoas pensam que as ideias podem ser desenvolvidas pela troca de e-mails, chats ou sites de relacionamento. “Loucura” dizia Steve. A criatividade vem de encontros espontâneos, de conversas aleatórias. Projetava lugares para promover os “encontros” e a colaboração imprevista. Tinha saltos de imaginação instintivos, inesperados, cujos “insights” exigiam mais do que poder de processamento mental.

– Influência e Persuasão:  um ponto curioso, Jobs aperfeiçoou o truque de usar olhares e o silêncio para dominar outras pessoas. Olhava fixo para a pessoa com quem estava falando, muito dentro dos olhos do outro, fazia alguma pergunta e queria uma resposta sem que a outra pessoa desviasse o olhar. Era carismático e extrovertido quando queria (forçado), e conseguia distorcer as situações conforme sua vontade, sempre rápido e seguro de si, desta forma tornou-se um excelente negociador.

   Tinha uma habilidade fantástica em ler as pessoas e conhecer seus pontos fracos e fortes e suas inseguranças psicológicas. Sabia intuitivamente quando a pessoa estava fingindo e quando realmente sabia das coisas. Ele tinha a misteriosa capacidade de saber exatamente o ponto fraco e esmagar o indivíduo quando quisesse, mas quando com a sua aprovação sabia elevar as pessoas, pô-las em pedestais e portanto controlá-las.

   Tinha a atitude de quem podia fazer qualquer coisa e, portanto, quem trabalhava com ele entendia que também podia. Era um lado brilhante, quem  confiava nele era capaz de fazer coisas acontecerem, independente da complexidade – pois extraia dos outros o máximo do seu pontencial. Um bom exemplo, fez Wozniak largar o emprego na HP argumentando que teriam uma aventura divertida e não por dinheiro, que não seria um administrador e sim um “engenheiro chefe”. Conseguiu o apoio de amigos e familiares e obteve sucesso convencendo Wozniak a largar o emprego na HP!

   Uma das frases marcantes foi dita por Jobs a Sculley: “Você quer passar o resto da sua vida vendendo água adoçada ou quer uma chance de mudar o mundo?“. E foi assim que John Sculley, gênio do marketing de consumo da época e presidente da Pepsi-Cola foi persuadido a abandonar o cargo e assumir a gestão da Apple.

  Outra frase que mudou a história da indústria de animação foi com a Pixar dita por Jobs para Katzenberg (Disney): “A Disney está satisfeita com a Pixar?” a resposta foi sim. Jobs lhe fez outra pergunta: “Você acha que nós, da Pixar, estamos satisfeitos com a Disney?”. Katzenberg disse que supunha que sim, e Jobs disse que não! Jobs devolveu: “Nós queremos fazer um filme longa com vocês, isso nos deixaria satisfeitos”. E assim nasceu a proposta do Toy Story. A Pixar que valia 50 milhões de dólares passou para 1,2 bilhão de dólares.

   E na minha opinião, a melhor de todas foi quando retornou à Apple e disse ao Conselho que “todos” deveriam renunciar, do contrário seria ele quem renunciaria. Mesmo chocados, aceitaram! Entre eles estava Markkula – 1o investidor da Apple. Incrível!

O que nos une é a capacidade de fazer coisas que mudam o mundo. (SteveJobs)

– Sustentabilidade: pensava não somente em criar produtos transformadores, mas em gerar empresas duradouras, dotada de seu DNA, com gente criativa  e pessoas brilhantes que poderiam levar adiante sua visão. Markkula ensinou a Jobs para nunca abrir uma empresa com o objetivo de ficar rico, o objetivo deve ser fazer algo em que se acredita e fazer  uma empresa que dure!

   Para ser sustentável uma empresa precisa de marketing com campanhas de publicidade memoráveis, que podem criar consciência de marca! O logo com a “maçã mordida” nasceu da influência da fazenda de Robert Friedland no qual meditava, e a mordida para gerar uma reflexão às pessoas. Jobs ficou famos por criar produtos, mas é igualmente importante sua capacidade de crigar grandes empresas com marcas de valor. Criou duas das melhores da sua época – Apple e Pixar!

   Aprendeu que as empresas que duram são as que sabem se renovar, a HP por exemplo começara com instrumentos, depois calculadoras e por fim computadores. Trouxe sobrevida à Apple com o conceito do iPRODUTO sendo iPresident, lançando o iMac e ressuscitando o tão famoso computador da Apple. Como não mencionar o iPod, iPhone e iPad e toda a integração entre os produtos. Gostei quando descreveu usando uma metáfora do jogo de hóquei: “Deve-se esquiar para onde o disco está indo, e náo para onde ele estava“. Garantia a empresa, “sustentável”, mantendo-a sempre a frente do seu tempo.

   Steve aprendeu a ser um “gestor”, com foco cortava tudo o que não tinha muito propósito, pôs de lado os desejos de controlar tudo e terceirizou a fabricação através de regras rigorosas aos fornecedores – conseguiu ótima eficiência, e o melhor exemplo foi que reduziu o número de empresas de cem para 24, e o estoque da empresa de quase 3 meses para para 2 dias, eliminando 10 armazéns dos 19 que a Apple mantinha, tudo através da parceria com Tim Cook.

A simplicidade é a máxima sofisticação. (Leonardo da Vinci)

– Simplicidade e Foco: queria sempre fazer algo “simples”, seguia isto como filosofia de vida.  Exemplo – do conceito do simples queria sair da calculadora, e criou a primeira planilha eletrônica – um software chamado VisiCalc (antecessor ao Excel) que permitia o controle de finanças pessoais, um  software simples que ajudou a Apple II a ser comercializado e conquistar o mercado.

   A “simplicidade” foi muito defendida por Jobs, pode ser vista no “design clean” de seus produtos e também nos sistemas operacionais praticamente intuitivos que desenvolveu. Simplificar não é ser simplista e ignorar dados fundamentais do problema, trata-se de compreender profundamente o desafio e encontrar a solução mais elegante – é fácil dizer, mas isso demanda muito esforço. Almejava a simplicidade que resulta da conquista das complexidades, e não de ignorá-las, dizia: “Dá muito trabalho fazer uma coisa simples, compreender de fato os desafios subjacentes e chegar a soluções elegantes“.

   Outro bom exemplo, é que ele abominava a ideia de usar canetas (stylus) para escrever numa tela. Dizia – “Deus nos deu dez canetas stylus, não vamos inventar outra. O iPhone e o iPad revolucionaram com esta tecnologia (toque com os dedos) o mercado.

   O foco estava sempre no futuro. Jobs usava reuniões para incutir um senso de missão coletiva na Apple e engajamento. Dizia que seu trabalho era podar as macieiras para manterem o vigor, em vez de encorajar os grupos a multiplicar as linhas de produtos, Jobs insistia que a Apple concetrasse esforço em apenas duas ou três propriedades por vez.

Os produtos não prestam, não há mais sexo neles! (Jobs no retorno à Apple)

– Inovação com Visão: gostava de ler coisas que ainda não foram impressas. Talvez seja o ícone máximo da inventividade, imaginação e inovação sustentada das últimas décadas. Conseguiu conectar criatividade com tecnologia onde saltos de imaginação forma combinados com notáveis façanhas de engenharia. Pensava sempre em aparelhos e serviços de que os consumidores ainda não precisavam.

   Era um garoto entediado na escola, pois as regras e o modelo autoritário que abafava a sua criatividade não lhe agradava. Não gostava de memorizar coisas, adorava ser estimulado a pensar. Por ser hippie, “fora da regra”, via as coisas de forma diferente dado a sua mentalidade anárquica que é ótima para imaginar um mundo que ainda não existe.

   Me chamou a atenção a criação do Apple, acontecimento que reflete a visão e a sabedoria de Steve Jobs. Wozniak era funcionário da HP e apresentou à diretoria da empresa o primeiro protótipo do Apple I, e ouviu da HP que “não se tratava de algo que pudesse ser desenvolvido,  seria apenas um produto para amadores e não se encaixava no segmento de alta qualidade da empresa”. Jobs aproveitou essa recusa e com grande “visão” deu o rumo que eles não viram.

   A inovação aliada a sua visão sempre marcaram Jobs em sua carreira, Steve Jobs inventou tudo o que se utiliza até hoje referente as interfaces gráficas, documentos, mapas, desenhos, tabelas e dispositivos, inclusive geradores de fala que convertiam texto em voz e usou isso na talvez, a maior de todas as suas apresentações –  a de 1984 com a música tema de Carruagens de Fogo, quando o Macintosh se apresentou a si mesmo e “tirou onda” da IBM: “não confiem num computador que não consigam levantar“.

   Jobs fez um curso de caligrafia e seu conhecimento de fontes era admirável, usou os recursos do “bitmap” para criar uma série infindável de fontes, desde as elegantes até as mais malucas. Esta variedade fantástica combinada com a impressora a laser e grandes funcionalidades gráficas, ajudaram a criar a indústria de edição e impressão.

   Palestrando, abriu uma tampa e tinha um projeto de computador que cabia no colo com teclado e tela que se fechavam no tamanho de um caderno universitário – o sonho de um notebook. E mais tarde em Stanford falou sobre a paixão por produtos do futuro e de sonhar com um computador do tamanho de um livro (futuro iPad).

   Importante: uma empresa bem administrada pode semear muito mais inovação do que qualquer pessoa criativa individualmente. A melhor inovação é a própria empresa, o jeito como se organizam os processos!

Os verdadeiros artistas lançam. (Steve Jobs)

– Legados: Referente ao Apple I e II, Wozniak mereceu o mérito pelo projeto de sua admirável placa de circuito e software operacional relacionado. Mas foi Jobs quem integrou as placas em um pacote amigável e a empresa. Na verdade, ele sempre quis um produto que, em suas palavras, “deixasse uma marca no universo“. Sua frase forte – Estamos inventando o futuro. Usava este termo muito antes de criar o Mac, estava sempre procurando “deixar legados”.

   Macintosh vs Inteface Gráfica: através de visitas ao Centro de Pesquisas de Palo Alto da Xerox Corporation, e conhecendo Alan Kay (cientista visionário), Steve foi apresentado ao “bitmap“, um sistema onde cada pixel na tela é controlado por bits na memória. Possibilitava belos gráficos, fontes e uma interface gráfica. Foi neste momento, que Steve Jobs pode ver o futuro da computação! Ele “assaltou” a idéia da Xerox e aperfeiçoou através de um processo criativo pouco visto na história. Neste projeto inventaram o mouse que permitia o cursor do Macintosh se mover pela tela de maneira suave e contínua, sem tremer. O conceito de janelas (permitindo arrastá-las e sobrepô-las) com barras de títulos, transformaram a metáfora do desktop em uma realidade virtual, permitindo tocar, manipular, arrastar e mudar de lugar as coisas. Jogar arquivos em pastas, o conceito de ícones como a lixeira para descartar arquivos – uma nova forma de comunicação para a épocamenus que baixavam de uma barra no topo de cada janela, a capacidade de abrir arquivos com um clique duplo, barras de rolagem, etc. Que legado!

   Lojas da Apple vs Dispositivos: conseguiu vender um modelo de “estilo de vida digital”. Acreditava que o computador se tornaria um “hub digital“, que coordenaria uma variedade de dispositivos. Destes iniciou as apostas na música, com o iTunes (iTunes Store) retirando milhões de pessoas que em 2000 ficavam copiando músicas de seus computadores para CDs. Posteriormente, lançou em 2001 o iPod com o slogan “Mil músicas no seu bolso” + a inovação da “roda” (botão central do iPod) que permitia percorrer as canções de modo rápido passando facilmente por centenas de músicas.

   Filmes: os personagens da Pixar – Buzz e Woodyn de Toy Story, que lançou através de um contrato milionário com a Walt Disney. Depois vieram Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo faturando 868 milhões de dólares e Oscar de melhor animação, e ainda Os Incríveis e Carros. Não é fantástico!?

   Mas termino esta seção com dois produtos que revolucionaram o mercado da tecnologia, o iPhone e o iPad. O primeiro com visual inovador (liso, de aço escovado e com vidro “gorillla glass”, muito resistente e que cobria toda a superficie com cantos arredondados) , veio com “três produtos num só” – (1) um iPod com tela larga e controle pelo toque, Multitoque – permitindo o usuário usar funcionalidades sem a necessidade de caneta ou teclado, (2) um celular revolucionário com Rolagem Inercial permitindo o deslizar do dedo na tela e mover uma imagem como se fosse algo fisico, sem botão liga-desliga, (3) um aparelho de comunicação pela internet. Foi sucesso porque utilizaram as idéias vindas do projeto secreto que era o iPad, um “tablet” que não tinha teclado e nem caneta. Steve Jobs projetou um computador potente e que um garoto de seis anos poderia usar sem receber nenhuma instrução – isso é mágico! A Apple vendou em menos de 1 mês 1 milhão de iPads. O iPhone e o iPad são os bens de consumo de mais sucesso na história da tecnologia, um baita legado!!!  Frase de Steve Jobs: “Foi a diversão mais complexa que tive na vida.

   iCloud – Jobs acreditava que o computador de mesa não mais serviria de centro de conexão dos conteúdos do usuário, pois este centro seria transferido para “a nuvem”.  A Apple foi a primeira a ver o computador como um “hub digital”.

Bill, obrigado por seu apoio a esta empresa. Acho que graças a isso o mundo ficou melhor (Steve Jobs, após receber ajuda da Microsoft)

– Poder de Negociação: quando criança, observava sua casa (nr 286 da rua Diablo) inspirada numa arquitetura moderna para o “homem comum” americano, com espaços sem divisória e portas corrediças, eram inteligentes, baratas e boas – venderam muito nos bairros da cidade pelo design limpo e gosto simples. Ali começou a paixão por produtos bem projetados para o mercado de massa. Pechinchava em feiras no preço de placas de circuito usadas, que contivesse chips ou componentes valiosos e depois os vendia – gerando um gosto por negociar e obter lucro.

   Quando (junto com Wozniak em 29/06/1975) digitaram algumas teclas do teclado e as letras apareceram na tela, ficaram chocados! Jobs metralhou Wosniak com perguntas – o computador poderia entrar em rede? Era possível adicionar discos de armazenamento? E os chips de memória dinâmica de acesso aleatório? E com alguns telefonemas conseguiu de graça da Intel os chips para continuarem o projeto. Foi sempre assim, Wozniak projetando e Steve encontrando maneiras de comercializar o produto.

   Steve posteriormente pensou no computador pessoal  como um pacote completo, integrado de ponta a ponta, da fonte de alimentação ao software e ao monitor. Tinha a ideia de criar o primeiro computador totalmente integrado. Não tinha dinheiro e ouviu muitas recusas (da Atari, de bancos, …) até encontrar Mike Markkula que acreditou no projeto e se tornou sócio (investidor) majoritário da Apple.  O desenrolar desta história é que Steve Jobs com 25 anos valia 256 milhões de dólares!

   Assim era Steves, um hippie antimaterialista que faturou em cima das invenções de um amigo que queria distribuir de graça, um seguidor do zen-budismo que virou empresário “furioso” pelo sucesso. Dá pra entender?

   O “tato” para os negócios era tão forte que mesmo em um momento no qual as vendas da indústrias estavam se transferindo das lojas locais especializadas em computadores para as megarredes e enormes lojas de varejo, Steve Jobs apostou no fortalecimento da comunicação com o consumidor para vencer na área de inovação. Abriu uma loja da Apple na quinta avenida em Nova York, imensa – como sinal de importância da marca. Foi sucesso absoluto, no primeiro ano teve recorde absoluto na indústria varejista com a marca de 1 bilhão de dólares.

– “Networking”: me chamou muito a atenção o quanto Steve Jobs era bom em estabelecer uma forte rede de contatos, como exemplo – aos 12 anos sozinho contactou em Pablo Alto o fundador da HP e presidente executivo Bill Hewlett. Conheceu também David Packard ainda adolescente, tudo para construir um contador de frequência. Buscou referências na época como Edwin Land da Polaroid, Al Alcorn da Atari (no qual trabalhou para ele), William Shockley (um dos inventores do transistor e circuitos de memória), Robert Noyce e Gordon Moore que fundaram a Intel.

   Moore marcou história em 1965 quando desenhou um gráfico com a tendência que a velocidade dos circuitos integrados dobraria a cada dois anos – o que foi validado em 1971 quando a Intel lançou o microprocessador (CPU). Essa lei se mantém válida até hoje, e possibilitou que duas gerações de jovens empresários criassem projeções de custos para seus produtos voltados para o futuro, entre eles Steve Jobs e Bill Gates.

   Não posso deixar de comentar sobre o Stephen Wozniak, 5 anos mais velho que Jobs e muito mais bem informado sobre eletrônica do que ele, “exaltava a engenharia” – tornou-se um cientista de foguetes que criava sistemas de orientação para mísseis, ficava maravilhado ao ver como as máquinas eram simples – em vez de complexas, e era encantado sobre as histórias de novos computadores, como o poderoso ENIAC. No entanto, desprezava áreas como administração, marketing e vendas, era fraco no contato social e emocional. A verdade é que Jobs viu nesta amizade possibilidades incríveis, a combinação do talento técnico de Wozniak + a inteligência de Jobs em saber empacotar, tornar fácil de usar, obter negócios  e lucrar – uma combinação explosiva.

   Steve Jobs adorava absorver informações, especialmente quando tinha consciência de estar diante de alguém que sabia mais do que ele, houve vários personagens em sua história, mas o nome mais importante para mim foi Mike Markkula, um homem cauteloso e astuto, se destacava por descobrir estratégias de preços, redes de distribuição, marketing e financiamento. Ele gostou da idéia do Apple, propôs um plano de negócios a Jobs que juntos planejaram a introdução dos computadores pessoais para pessoas comuns (algo INCOMUM para a época). Markkula colocou 250 mil dólares na empresa (1/3 de participação acionária) e foi possível criar a empresa Apple Computer Co (03/01/1977).

   E o seu “velho amigo”, Bill Gates. É verdade, eram amigos. Gates o visitou antes do lançamento do Mac e iniciou os trabalhos desenvolvendo os softwares para a Apple – foi deste encontro que nasceram os aplicativos Excel e o Word, não é incrível?

– Persistência: ele era “muito” persistente, quando precisava de dinheiro em época universitária leu um anúncio da empresa Atari que dizia: “Divirta-se, ganhe dinheiro”. Ele foi à Atari, se apresentou ao diretor de pessoal (Alcorn) que disse a Nolan Bushnell (fundador da empresa): “Tem um garoto hippie na entrada e diz que não vai embora enquanto não o contratarmos. Devemos chamar os tiras ou deixá-lo entrar?” A resposta: “Tragam o cara!” – e Jobs foi um dos 50 primeiros funcionários da Atari.

   Considero a palavra “persistência” irmã da sentença “trabalho duro”. Jobs assistia aulas de física como ouvinte na universidade de Stanford durante o dia e trabalhava a noite na Atari, e sonhava em abrir seu próprio negócio. Outro exemplo era o Wosniak, trabalhava na HP durante o dia e a noite nos projetos do Apple I. Trabalho duro foi um traço forte da Apple, com dois amigos começando uma empresa.

   Curiosidade – no primeiro lote de venda do Apple, precisavam de 15 mil dólares de peças. Jobs tentou fazer um empréstimo no banco que foi recusado, ofereceu uma participação à loja de suprimentos – não funcionou, na Atari também não teve êxito. Por fim, conseguiu com outro fornecedor, convencendo o gerente comercial da loja através de uma evidência que tinham feito a venda no valor de 25 mil dólares (um telefonema direto ao comprador). Jobs era “muito persistente” e conseguiu a compra com pagamento para 30 dias. Ufa! rs

   Imagine que mesmo após ouvir de John Sculley (presidente da Apple) que a empresa tinha um único líder, Steve e ele – e foi demitido da própria empresa anos depois, teve que recomeçar do zero e enfrentar muitos desafios. Foi assim com as empresas que montou depois (NeXT e a Pixar), trajetória de sucesso mas muito árdua.

   Dizia que tudo que ele fizera direito só tinha ficado bom depois que apertara o “botão rebobinar”. Em cada caso, havia que algo não estava perfeito e precisara refazê-lo. Revolucionar a indústria do computador foi algo muito difícil, tanto pela tecnologia da época quanto pela mentalidade – pois consideravam computadores como instrumentos que podiam ser usados apenas por governos e corporações. Foi Steve Jobs que com muita, mas muita persistência deu uma visão diferente – e apresentou um mix de software e hardware como instrumento de libertação e capacitação pessoal.

   “A grande arte puxa o gosto, não acompanha os gostos”. (Bill Atkinson)

– Interesse genuíno no produto: Steve tinha a preocupação com o consumidor e com um design marcante – era APAIXONADO por design. Para ele o microprocessador com os 8 kbs de memória e a versão do BASIC que tinham escrito para o Apple I eram um teclado humano-digitável, uma revolução. Mesmo assim queria mais, se importava com a caixa, embalagem, tudo tinha que ser agradável, bonito, fácil e fascinante – dizia que as pessoas julgam e compram os livros pela capa.

   Em um de seus momentos de meditação em uma fazenda de maçãs, propôs o nome Apple para a empresa que desejava abrir – parecia um nome divertido, espirituoso, amável, simples e principalmente porque ficava à frente da Atari na lista telefônica.

   Gostava do conceito de um modernismo simples e despojado produzido para as massas, design com espírito expressivo – dava ênfase à racionalidade e à funcionalidade. Enfatizava que os produtos da Apple seriam brilhantes, puros e honestos no que se refere à sua alta tecnologia. Jobs era um artista, não queria ver suas criações modificadas por programadores indignos. Seria como se um  fulano qualquer acrescentasse algumas pinceladas num quadro de Picasso ou mudasse a letra de uma canção de Bod Dylan. A idéia de aparelhos completos com hardware e software integrados (aparelhos completos) concebidos de ponta a ponta diferenciaram o iPhone, o iPod e o iPad.

   Outro ponto, contrário a outros desenvolvedores de produtos Jobs não achava que o cliente estava sempre certo. Se queriam resistir ao mouse, estavam errados!  Era mais um exemplo de como punha sua paixão de fazer um grande produto na frente do tempo.

    Extramamente “focado”, certa vez numa reunião gritou com um “Basta!” dado ao elevado número de produtos da Apple vs a complexidade dos mesmos. Fez um quadrante num quadro branco riscando linhas verticais e horizontais, terminaram a reunião com apenas 4 produtos. Assim teve maior capacidade de concentração do time.

– Foco em resultado: Com o objetivo de fazer um bom trabalho, deve-se ignorar todas as oportunidades sem importância. Decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer, afirmava Jobs. Certa vez, Steve reclamou do tempo que o Macintosh demorava pra ligar (boot), e perguntou se dava pra fazer 10 segundos mais rápido ao engenheiro Larry Kenyon – enquanto houvia a explicação, interrompeu e perguntou: “Se fosse para você salvar a vida de uma pessoa, você acharia um jeito de diminuir 10 segundos?”. A resposta foi SIM. Jobs então pegou um quadro branco e fez uma conta que 10 segundos mais rápido todos os dias e com 5 milhões de usuários, seria possível poupar 100 vidas por ano. Poucas semanas depois o Mac estava rodando 28 segundos mais rápido!

   Diferente de empresas como a Sony no qual foi pioneira na música portátil com o Walkman mas fracassou na continuação do modelo de negócio, Steve Jobs organizou a Apple em divisões com alto estímulo para trabalhar como uma empresa coesa e flexível, com um resultado único de lucros e perdas. Este modelo diferenciado fez com que o Itunes Store por exemplo, vendesse 1 bilhão de músicas em 3 anos.

   A melhor na minha opinião, foi quando a Disney que se viu obrigada a comprar a Pixar para sobreviver no novo mundo digital, pagou 7,4 bilhões de dólares em ações e Jobs se tornou o maior acionista da empresa. Isso que é resultado!

   Com o iPod, Jobs transformou o mercado musical. Com o iPad/iPhone e a App Store transformou todos os meios de comunicação, desde as editoras e imprensa até a televisão. Deu um novo rumo aos sistemas operacionais, onde a Google virou a Microsoft do novo século, pois lançou o Android copiando o modelo de sistemas abertos e venda de software centralizada.

– Obsessão pela saúde financeira: quando demonstrado o “Altair”, um protótipo de computador pessoal, Wosniak ficou impressionado com as especificações de um microprocessador – um chip que tivesse uma unidade de processamento central inteira e desejou projetar um terminal com teclado e monitor (o nascimento do Apple I). Planejava usar o mesmo microprocessador do Altair (um Intel 8080), mas cada um deles custava a sua renda mensal. Conseguiu outro chip que era eletrônicamente o mesmo e custava apenas $20, tornando a máquina acessível e com custo de longo prazo.

   Mas Steve Jobs evolui muito em sua capacidade de administrar uma empresa, e não foi por sorte que virou presidente executivo de duas empresas em paralelo – a Apple e a Pixar. Em ambas, a geração de receita com resultados lucrativos foram sustentáveis.

   Quando reassumiu a Apple, fez imediatamente um acordo financeiro com a Microsoft (Bill Gates) referente as ações judiciais das patentes do sistema operacional. Conseguiu não somente ter a garantia de um pacote Office continuado para o Mac, mas também captar investimentos de 150 milhões de dólares! Neste dia, as ações da Apple aumentaram 33%!

   Steve Jobs inovou com a forma de vender música e software. Com o iPod lançou uma inovação que iniciou a transformação da Apple de uma empresa de computadores para a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo, uma empresa com poesia ligada a engenharia, artes e criatividade cruzando com tecnologia, design arrojado e simples. Mais que o iPod, Jobs criou o sistema integrado com software e dispositivo de música, e em 2003 a iTunes Store aliado com parcerias junto as gravadoras e colocando ordem na pirataria, criando um modelo de negócio totalmente inexistente – disse ele: “Os downloads de sites gratuitos não são confiáveis e a qualidade muitas vezes ruim. O pior de tudo é o roubo, é melhor não mexer com o carma!“. A iTunes Store tinha previsão de venda de 1 milhão de músicas em 6 meses, atingiu esta marca em 6 dias! Posteriormente, com o iPhone a Apple permitiu os desenvolvedores criarem aplicativos, mas manteve o controle ponta-a-ponta pela Apple Store e obteve em apenas 9 meses mais de 1 bilhão de downloads com margem comercial sobre estes aplicativos. A AppStore criou uma nova indústria da noite para o dia!

   Diferentemente da Microsoft, a Apple não permitiu que seu SO fosse licenciado e chegou a ter apenas 5% da fatia de mercado – no entanto manteve uma imensa margem de lucro com 35%, enquanto outros fabricantes foram transformados em commodities. Mesmo com uma estratégia questionada, a Apple em setembro de 2011 valia 70% mais do que a Microsoft.

A viagem é a recompensa. (Steve Jobs)

– Jogadores de Primeira: Jobs sempre esteve preocupado em trabalhar com os melhores!  Uma história muito boa é sobre um engenheiro que disse que “não tinha como fazer” um mouse que levasse o indicador da tela para qualquer ponto. No mesmo dia ele foi demitido! Tinha obsessão para trabalhar com gente boa, com o melhores! Dado sua intensidade, não tinha meio-termo, ou eram geniais ou idiotas.

   Seu principal critério era recrutar aqueles que tinham paixão pelo produto.  Ele sempre manteve rédeas firmes no processo de contratação, onde o objetivo era sempre contratar gente criativa, muito inteligente e ligeiramente rebelde. Jobs fazia perguntas esdrúxulas para ver como o candidato reagia a situações inesperadas, se raciocinava bem, mostrava senso de humor e revidava!

   Steve respeitava quem sabia defender aquilo em que acreditava, ou seja, valorizava também quem fazia o que ele precisava e não o que ele pedia – o melhor exemplo foi quando Belleville (engenheiro) fez pelas suas costas e contra à sua vontade o projeto de disco do Macintosh, escondendo o engenheiro Komoto da Sony dentro da Apple para o projeto. Tudo isso numa cultura onde o resultado vem pela paixão de fazer um produto incrível e não apenas lucrativo. Ah, um fato curioso – Jobs detestava pessoas que usavam apresentações Powerpoint, para ele quem sabia o que falava não precisava de slides.

   O time percebeu que Jobs, apesar dos defeitos de temperamento, tinha a energia empresarial capazes de levá-los a imprimir uma marca no universo. Motivava seus funcionários com a frase “A viagem é a recompensa“, frisando que a equipe trabalhava em um corpo de elite com uma elevada missão, e que olhariam para trás algum dia, esquecendo ou rindo dos momentos difíceis e teriam muito orgulho.

   Jobs imbuiu os funcionários de uma paixão permanente por criar produtos inovadores e de uma convicção de que podiam realizar o que parecia impossível. Guardei o fato que quando o Apple II ficou com design pronto, Jobs reuniu todos para uma cerimônia e fez com que todos assinassem o produto – “os verdadeiros artistas assinam a sua obra“, disse. Ele sabia engajar seus funcionários, dando-lhes a confiança de que estavam em uma empresa duradoura que inventaria o futuro.

   Existia uma lição administrativa que  julgava essencial, que era montar uma equipe sempre de gente classe A. Pois os integrantes de classe A gostam de trabalhar com outros A, e você não pode permitir integrantes de classe B ou C para não desmotivar esse público. Para isto, criou um processo de contratação colaborativo, onde toda a liderança tinha que fazer a análise do candidato.

Pense diferente. (campanha Apple, 1984)

– Comunicação: era um grande comunicador e fazia apresentações de negócio como ninguém. Parecia mais um “showman” do que um empresário, com gestos calculados para tornar os momentos realmente especiais. Havia aperfeiçoado a arte de transformar o lançamento de produtos em produções teatrais. Isso o tornava realmente diferente!  Ele virou um agente fortíssimo de publicidade, se tornou o grão-mestre dos lançamentos de produtos. Organizar um grande show estimulava suas paixões tanto quanto lançar um grande produto.

    Registro o lançamento do iMac, quando usou as seguintes frases: “Esta é a aparência que os computadores têm hoje (apresentando fotos de conjunto bege de componentes e monitores em formato de caixas), e quero ter o privilégio de lhes apresentar a aparência que terão a partir de hoje. Parece que vem de outro planeta, um bom planeta. Um planeta com os melhores designers“. A Apple vendeu 800 mil iMacs em 5 meses, foi o computador de venda mais rápida da história.

   Até mesmo em reuniões internas, com o time, tinha uma capacidade gigante de expressar como ninguém seus sentimentos através de frases de efeito com alto poder de impacto.

   Colocou a Apple e os consumidores num patamar superior, dizendo que era preciso pensar diferente para comprar os produtos deles. Exaltava com uma comunicação eficiente os “espítitos criativos do mundo” – pois eles podem mudar o mundo, e que fornecia tecnologia para este tipo de gente. Enquanto outros achavam estes consumidores malucos, eles (a Apple) enxergavam nessa maluquice a genialidade. Isso fidelizava os consumidores, pois realmente se sentiam gênios!

   O fato marcante. Jobs quando teve que explicar um problema de comunicação referente a antena dos primeiros Iphones 4, distribuiu a culpa aos outros fabricantes de smartphones, com um marketing moderno de distorção empresarial e administração de crise que somente ele conseguia fazer. Foi uma manobra em alto estilo, fugindo do manual de relações públicas, mudando o contexto do problema com uma asserção indiscutível.

As pessoas loucas para achar que podem mudar o mundo, são as que mudam.

Gosto de pensar que alguma coisa sobrevive quando morremos, que nossa consciência perdure. Mas por outro lado, talvez seja apenas como um botão liga-desliga. Talvez seja por isso que eu jamais gostei de por botões de liga-desliga nos aparelhos da Apple“. (Steve Jobs).

Caro leitor, considerando a soma dos pontos negativos e positivos, qual o saldo de Steve Jobs para você como referência? Deixe seu comentário e justificativa. Obrigado.

* Resenha da biografia do livro Steve Jobs por Walter Isaacson.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Hipertrofiado, Inovação com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s