Estratégia VS Competitividade

 Pessoal, este tema parece enganar o foco dos leitores, como se fosse sugerido a leitura “apenas” para empreendedores e administradores. No entanto, escrevi este artigo para provocá-los a uma auto-reflexão, sobre como tratamos este assunto dentro de nossas áreas de negócio.

Indiferentemente do nosso papel na organização, deveríamos nos preocupar com o nosso diferencial estratégico e com a competitividade que está ao seu redor. Se tornássemos isso cotidiano, e com uma liderança ativa e atenta aos “próximos passos” da organização (gestão estratégica) – poderíamos direcionar e focar nossos esforços, gerando maior valor agregado e tornando nossas empresas ainda mais diferenciadas/competitivas!

Um exemplo é quando atuamos em projetos que são posteriormente questionados referente ao plano estratégico principal da Cia (estamos “alinhados” com o corporativo?). É fato que mesmo trabalhando anos em áreas estratégicas, ainda erramos – mas erramos porque tentamos de alguma forma achar o “oceano azul” (conceito administrativo para empreendedores que reflete o ainda não explorado) , e nos esquecemos de uma frase muito citada nas empresas – “o ótimo é inimigo do bom”!

Mas voltando ao tema, o que é estratégia? Gostei da teoria que diz que uma estratégia é uma linha de ação de como aplicar os recursos da empresa e explorar as condições do mercado para alcançar os objetivos de longo prazo da empresa obtendo performance superior!

Performance superior? Mas como fazer para gerarmos valor acima da média e nos tornarmos mais COMPETITIVOS?  E o tal do Oceano Azul + fazer o bom + alinhado com a alta liderança?

Li sobre o assunto, e um texto me chamou a atenção sobre o fato de que no dia-a-dia trabalhamos com estratégias do Oceano Vermelho, competindo nos espaços de mercado existentes, tentando vencer nossos concorrentes, aproveitando a demanda existente, exercendo o trade-off valor custo, alinhando o sistema de atividades com sua escolha estratégica de diferenciação através do baixo custo, atuando nas melhorias incrementais sem grandes saltos, etc.

Para o cenário acima, meu sentimento é que se não seguirmos a Visão/Sonho de uma Cia, e se não estivermos bem alinhados com o corporativo –  o dia-a-dia irá nos consumir e a concorrência pode aproveitar este “cochilo” para dar passos maiores (através de rupturas) do que os nossos e podemos perder espaço  – ou seja, temos o risco de sermos menos competitivos!

Mas para migrarmos do Oceano Vermelho para o Oceano Azul, citam os autores deste conceito que precisamos: criar os espaços de mercado inexplorados, tornar a concorrência irrelevante, criar e capturar a nova demanda, romper o trade-off valor custo. Fácil?

Sabemos que não é fácil, mas podemos tentar, através de técnicas como a inovação apoiada a valorização do processo criativo e na busca de maior integração das áreas em estabelecer um processo de comunicação com a diretoria para que as decisões sejam realmente estratégicas.  Temos também técnicas como análises de “curva de valor” no processo de tomada de decisão, também o modelo simplificado da teoria das quatro ações (reduzir, eliminar, elevar e criar), entre muitas outras técnicas que podem contribuir.

Minha opinião é que “todos” temos pontos a melhorar nestes quesitos, e portanto vem as provocações:

– você considera que sua empresa/área tem um bom processo estratégico?  Vale a pena refletir e ajudar contribuindo construtivamente para que sua empresa repense o modelo?

Você tem um “roadmap” efetivo considerando médio e longo prazo? Qual o “seu” sonho?

Podemos refletir olhando para “dentro de casa”, e lembrar que as organizações tem a tendência natural do olhar focado – com uma lógica dominante nos processos do core business como vendas, produção, logística, custo, atendimento etc..  Neste caso, precisamos também de uma  VISÃO PERIFÉRICA, e quem tem esta capacidade são as pessoas!!! São elas quem captam os sinais que podem gerar idéias e que apoiadas a um bom plano estratégico podem EFETIVAMENTE contribuir com o futuro da sua empresa!

Recomendo aos leitores que se interessam pelo assunto da gestão estratégica para negócios, o estudo dos itens abaixo:

– Análise Macro-ambiente (Forças Econômicas, Sociais, Políticas e Tecnológicas)
– Análise externa (entrantes, fornecedores, substitutos, compradores, concorrência)
– Modelo VRIO  (valor, raridade, imitabilidade e organização) para vantagem competitiva sustentável;
– Conceito de criação e captura de valor (vantagem em diferenciação VS preço)
– Fatores críticos de sucesso (preço, imagem, conveniência, custo, logística, capacitação, ..)
– Modelo das quatro ações (reduzir, eliminiar, elevar, criar)
– 5P’s (perspective, pattern, position, ploy, plan)
– 5 Forças de Porter (grau de rivalidade entre competidores, ameaça de novos entrantes, poder de barganha de fornecedores, poder de barganha dos clientes e ameaça de substituição)

Se quiserem indicar outros temas ou livros (nome, autor) aos nossos amigos leitores, referente à gestão estratégica, por favor – ficarei muito feliz se deixarem sua contribuição na seção “comentários”.

 Obrigado.

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2 respostas a Estratégia VS Competitividade

  1. Airton Medeiros diz:

    Marlon, parabéns pela iniciativa e pelo artigo.

  2. Mateus diz:

    Oi Marlon. Legal seu artigo, parabéns!

    Eu faria umas correçõezinhas -hehehe- mas tá muito bom mesmo.

    Abraço.

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