Gerenciando suas Forças – para líderes!

“nossas fraquezas raramente são mais do que o uso excessivo de nossas forças”

Aqui estuda-se o método onde aplica-se a efetividade através de padrões de metas, atitudes, crenças e comportamentos que influenciam a maneira como lidamos com as situações em circunstâncias normais e sob stress. Como resultado de nossas experiências de vida e aprendizado, cada um de nós desenvolve um perfil ou conjunto de orientações único e característico.  (Resenha do livro – autores: Allan Katcher & Kenneth Pasternak)

Este conceito toma como base o desenvolvimento de pessoas as suas forças e não as suas fraquezas, pois na fraqueza pode estar o uso excessivo das forças, ou seja, o uso excessivo de suas competências (quebra de paradigma). Você concorda?

Gerentes efetivos precisam começar conhecendo a si mesmos, valorizando suas forças, compreendendo seus impactos, apreciando os sucessos e reconhecendo os fracassos, combinam suas forças com as dos outros em benefício mútuo.

Outro ponto é que você não pode gerenciar nada a menos que você o controle, e não pode controlar nada a menos que você o meça – ou seja, precisa realizar e observar o que está fazendo para poder mudar.

Estratégias para a gestão de forças bem-sucedida:

  1. acentuar o positivo (“confirmando”)
  2. reduzir a ênfase no negativo (“moderando”)
  3. apreciar os outros (“ampliando”)
  4. superar ou transpor os gaps (“unindo”)
  5. manter os olhos abertos à mudança (expandindo)

Auto-estima e auto-confiança (precisamos da auto-valorização e da valorização dos outros), abre um universo infinito de possibilidades. Pessoas com autoconceitos favoráveis comunicam-se mais e melhor!!!

O poder de mudar

Quando as pessoas desejam mudar, isto geralmente quer dizer que elas reconhecem que não estão obtendo resultados satisfatórios nas suas relações interpessoais. A primeira coisa que elas normalmente identificam são as fraquezas que as fizeram mal-sucedidas ou infelizes.

Temos o processo de mudar nosso comportamento, assim como o de interpretar os comportamentos dos outros mais facilmente. A combinação destes dois aspectos, conhecer a nós mesmos e compreender os outros, nos capacita a construir novas estratégias para melhorar nossas capacidades interpessoais e atingir maior sucesso na comunicação, na negociação e na gestão.  Você acredita que faz isto bem?

Na estratégia de gestão de forças, a gestão está mais na atitude do que em um conjunto de técnicas, está no foco constante das metas e objetivos, no comprometimento com a mensuração contínua do progresso – e muda ou redireciona os esforços quando eles falham. Esta preocupação move o comportamento de influenciar o outro.

Para os gerentes, muitas vezes treinados para “avaliar”, a partir de esquemas teóricos, em prol de “compreender”, sem perceber o efeito negativo que ocorre quando aquelas avaliações não combinam com a experiência da pessoa. Para ser efetivo, deve-se conhecer os outros – compreender suas necessidades, preocupações, percepções e valores – e agir de acordo com este conhecimento. Por exemplo, um elogio que você pode ter em alta conta, pode cair em ouvidos surdos para alguém que precisa sentir-se especialmente reconhecido pelo que ele valoriza. A crítica que você valoriza pode ser vivida como uma avaliação devastadora por um empregado.  Em resumo, pessoas são singulares!

Os Estilos

Seu comportamento não é aleatório, todos nós temos preferências de escolhas, prioridades, uma forma de organização, estilos de tomada de decisão, uma maneira de nos relacionarmos, etc. Algumas pessoas são mais interessadas em como as pessoas são afetadas, enquanto outras têm como preocupação central conseguir realizar as tarefas. Em outro eixo de análise existem pessoas que medem o todo ou a maioria de seus comportamentos usando a si mesmo como valor de referência, são auto-referentes, interessadas em como os fatos lhe afetam. Outras, tendem a associar seu comportamento como elas se relacionam para além das suas próprias necessidades e desejos – preocupado com os outros.

Importante saber que todas as pessoas são influenciadas por todos os estilos, e as orientações em termos de influências e reações dependem das condições favoráveis e/ou desfavoráveis. Não existe a orientação com estilo “ideal”, variam dependendo do grupo, situação e cultura.

Segue abaixo exemplos conforme 4 estilos, referente ao uso produtivo das forças e o que deve ser considerado uso improdutivo se as forças forem usadas em excesso.

 gerenciandosuasforcas.jpg

gerenciandosuasforcas-2.jpg

Uma organização efetiva requer um equilíbrio de indivíduos que exibem uma variedade de estilos que, quando combinados, agregam valor e avançam o negócio de forma bem-sucedida. Esta pesquisa diz que metade das pessoas utilizam dois estilos regularmente, um terço usa os três estilos e por volta de 5% aplicam igualmente os quatro estilos. Isto deixa aproximadamente 10% com apenas um estilo.

 Resumo

Nós aprendemos a nos comportar em relação aos outros do jeito que parece satisfazer mais as nossas diferentes necessidades, e esta orientação preferida representa a fonte de nossas forças. A combinação de orientações comportamentais que compõe nosso estilo não é porém, infalível na satisfação das nossas necessidades, principalmente quando levadas ao excesso e se tornam nossas fraquezas.  Isto ocorre mais quando nosso ambiente é afetado por condições de stress e conflito.

Finalizo com a mudança da frase: “trate os outros da forma como nós gostaríamos de ser tratados”, para: “trate os outros do modo como eles gostariam de ser tratados”.

Existe um questionário utilizado no livro para avaliação (abaixo), para que entenda como identificar à si próprio e as pessoas. Para cada item marque uma nota entre 0 e 10, e depois deve “somar por bloco” – o que obtiver o maior valor será o seu perfil!

Finalizo perguntando, você acha importante avaliar e relacionar-se com as pessoas compreendendo suas diferenças?

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3 respostas a Gerenciando suas Forças – para líderes!

  1. samara diz:

    Muito interessante, definitivamente e sem dúvida nenhuma sou 80% azul rsrs, e respondendo a pergunta do autor é um desafio compreender as diferenças, mas COMPENSADOR!

  2. Carla Biasi diz:

    Nossa sensacional esta matéria, fiquei bem curiosa para vê-la na íntegra.
    Eu sou uma vermelha, quase que 90%(foco maior no curto prazo).
    Para que possamos evoluir e trabalhar em equipe é de extrema importância que tenhamos conhecimento e compreensão a respeito do próximo, respeitando as diferenças e aprendendo com elas, afinal o diferente muito pode contribuir para a nossa evolução.
    Adorei o seu blog Marlon, Parabéns!!

  3. Nicélio Santos diz:

    Bem interessante…..

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